MEC realiza seminário internacional da Escola Nacional de Hip Hop H2E

Foto: Instituto Universos

Evento ocorre de 13 a 16 de novembro e reúne educadores, pesquisadores e especialistas para discutir a cultura hip-hop como inovação didático-pedagógica

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), realiza, de 13 a 16 de novembro de 2026, em Ouro Preto (MG), o I Seminário Internacional da Escola Nacional de Hip Hop H2E.

A atividade oferece 100 vagas para ouvintes. Os interessados devem se inscrever até 8 de novembro, por meio do site do seminário. Os custos de participação dos ouvintes são de responsabilidade dos próprios participantes.

O seminário tem como objetivo integrar e fortalecer pesquisas, projetos de extensão e práticas educacionais inovadoras ligados ao Hip-Hop, no Brasil e no exterior. O evento busca conectar os quatro elementos da cultura (DJ, MC, Breaking e Graffiti) ao pilar do conhecimento, promovendo o hip-hop como política educacional e de educação popular. A iniciativa também fomenta o diálogo entre gestores, universidades, organizações e coletivos de hip-hop, estudantes e representantes de instituições públicas.

Para a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, o seminário representa uma oportunidade de aproximar as políticas públicas educacionais dos conhecimentos e das experiências produzidos nos territórios e nas periferias.

“O programa Escola Nacional de Hip Hop H2E tem como principal objetivo promover a incorporação de elementos da cultura hip-hop como inovação didático-pedagógica no currículo da educação básica, incluindo português, ciências e matemática, com foco no apoio ao sucesso acadêmico dos estudantes, sobretudo, em contextos marcados por desigualdades educacionais persistentes de aprendizagem”, disse.

“Basicamente, busca-se reconhecer os saberes das periferias, das ruas, como potência criadora, como produção legítima de conhecimento. Muitas vezes, a escola parte do pressuposto de que cabe a ela construir capital cultural junto aos estudantes, assumindo que isso lhes falta. Na verdade, o que precisa ser feito é compreender a cultura do hip-hop como este capital cultural potente, legítimo e que pode contribuir para o avanço dos estudantes na sua trajetória escolar”, afirmou.

A programação reúne mesas temáticas, conferências, oficinas, apresentações de pesquisas e relatos de experiências para discutir a integração da cultura hip-hop à educação básica e à educação popular. Entre os temas abordados, estão a valorização dos saberes tradicionais e periféricos, a educação para as relações étnico-raciais, o enfrentamento das desigualdades educacionais, o protagonismo estudantil e a formação de profissionais da educação.

A agenda também inclui atividades culturais, batalhas de rima, exposições de graffiti e apresentações musicais, destacando os diferentes elementos da cultura hip-hop como instrumentos pedagógicos.

Programação – Parte das atividades será realizada na Casa da Ópera, em Ouro Preto, espaço histórico reconhecido por sua importância para a tradição teatral brasileira. O local receberá a mesa de abertura, mesas temáticas, conferências e atividades voltadas à formação e à troca de experiências entre educadores, pesquisadores, artistas, representantes do poder público e integrantes de movimentos sociais. A programação também ocupará outros espaços da cidade, como a Praça Tiradentes, o Paço da Misericórdia, o Museu da Inconfidência e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

O caráter internacional do seminário se expressa na participação de pesquisadores, educadores e representantes da cultura hip-hop de diferentes países, favorecendo o intercâmbio de experiências sobre as relações entre cultura, educação e enfrentamento das desigualdades.

Autoridades e convidados – A mesa de abertura reunirá representantes do governo federal, da administração municipal e da UFOP, entre eles, a secretária da Secadi/MEC, Zara Figueiredo; o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo; e o reitor da UFOP, Luciano Campos.

A programação contará também com a presença do desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, Ruy Muggiati, e de Katrogi Nhanga Lwamba (MC Kappa), rapper, ativista e pensador angolano, além de representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e de nomes de destaque do movimento hip-hop.

Escola Nacional de Hip-Hop H2E – O Programa Escola Nacional de Hip Hop H2E tem como objetivo promover a integração da cultura hip-hop como instrumento didático-pedagógico, em consonância com o Decreto n.º 11.784/2023, que dispõe sobre as diretrizes nacionais para as ações de valorização e fomento da cultura hip-hop.

A Escola Nacional de Hip Hop busca promover a inovação curricular, a formação continuada de professores e o fortalecimento da implementação das Leis n.º 10.639/2003 e n.º 11.645/2008, que tornaram obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na educação básica.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

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