Foto: Divulgação/PBH
A educação financeira é uma forma de incentivar hábitos mais conscientes na relação com o dinheiro e estimular a construção de uma cultura de planejamento financeiro desde a infância. Com o objetivo de ampliar o acesso ao conhecimento financeiro, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) promoveu, em parceria com o Sebrae-MG, uma formação para os monitores do Programa Escola Integrada (PEI). Esses profissionais foram capacitados para desenvolverem ações relacionadas ao tema com os estudantes ao longo do ano letivo.
Nas escolas de BH, diversas atividades e projetos têm sido desenvolvidos, utilizando os ensinamentos das formações: jogos, rodas de conversa, dinâmicas e desafios práticos são algumas das propostas para aproximar os conteúdos da realidade dos alunos.
Na Escola Municipal CIAC Lucas Monteiro Machado, na Regional Barreiro, o projeto Educação Financeira e Empreendedorismo envolveu 72 estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, com idades entre 11 e 15 anos. A iniciativa buscou desenvolver noções de organização financeira, consumo consciente, planejamento e tomada de decisões por meio de metodologias participativas e atividades práticas.
Entre as ações realizadas estão um quiz sobre conceitos básicos de educação financeira, abordando temas como economia, planejamento financeiro e as diferenças entre necessidade e desejo. Em outro encontro, os estudantes participaram da atividade “Renda Organizada”, na qual simularam a administração de um salário mínimo, distribuindo recursos entre diferentes categorias de despesas para refletir sobre prioridades e planejamento financeiro.
Outra experiência foi desenvolvida na Escola Municipal Presidente Itamar Franco, também no Barreiro, com estudantes de 10 a 13 anos. A atividade utilizou o jogo “Os 4 Porquinhos”, que aborda quatro pilares da educação financeira consciente: solidariedade, necessidades básicas, planejamento para o futuro e desejos de consumo.
Durante a dinâmica, os participantes recebiam situações do cotidiano e precisavam decidir como distribuir os recursos. Ao final, cada estudante avaliava as próprias escolhas e refletia sobre a forma como utilizou o dinheiro ao longo do jogo.
A atividade foi complementada pela confecção de cofrinhos produzidos com materiais recicláveis. Segundo a vice-diretora da escola, Aline Alves, os estudantes demonstraram entusiasmo, compartilharam experiências pessoais e participaram ativamente das discussões sobre consumo, planejamento e hábitos financeiros.
Finanças no ambiente escolar
A formação dos monitores integrou a 13ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), programa do governo federal realizado em parceria com o Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF) e com o Programa Na Ponta do Lápis, do Ministério da Educação, aderido pela Smed em novembro de 2025.
Segundo Anita Lima, da gerência dos Anos Finais da Smed e coordenadora do programa, a adesão ao Programa Na Ponta do Lápis tem o objetivo de ampliar as ações voltadas ao tema nos próximos anos, incentivando a formação de estudantes mais conscientes sobre o uso dos recursos financeiros e preparados para lidar com desafios econômicos do cotidiano.
“Discutir educação financeira no ambiente escolar é fundamental. Essas ações fortalecem a relação entre educação e cidadania, promovem inclusão social e oferecem ferramentas para que os estudantes construam trajetórias de vida mais seguras e conscientes. Além disso, contribuem para reduzir desigualdades, já que muitos jovens não têm acesso a esse tipo de orientação em outros espaços”, disse.
Com informações da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte
